O Ministério Público está conduzindo uma investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo servidores e médicos da central do Samu. Uma reportagem do Fantástico destacou a falta de cumprimento das escalas de trabalho. A promotora Roberta Brenner de Moraes apontou indícios de vários crimes, incluindo enriquecimento ilícito.
- Médicos que receberam salário sem trabalhar podem ser obrigados a reembolsar os cofres públicos.
O enfermeiro Cleiton Felix, responsável pelas denúncias, forneceu à Promotoria escalas de trabalho, relatórios de atendimentos e evidências de irregularidades. Uma das táticas para burlar o controle de ponto era deixar uma garrafa d’água sobre o teclado para manter as teclas pressionadas e impedir que o sistema fosse desligado quando o médico se ausentasse.
O coordenador médico do SAMU admitiu ter conhecimento das fraudes e afirmou que apresentou as irregularidades à direção, mas nenhuma providência foi tomada. O médico também alegou que alguns profissionais apresentaram atestados falsos para evitar cumprir o horário integral.
A reportagem do Fantástico revelou que médicos não cumpriam a carga horária contratada, mas ainda recebiam integralmente. A chefia abonava as faltas, alegando problemas no sistema de ponto.
A secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, pediu desculpas publicamente e prometeu apurar as irregularidades, corrigir os erros e punir os responsáveis. O Ministério da Saúde ameaça suspender os repasses de verbas se as denúncias forem confirmadas.



