(João Lemes) Estava pensando no que o padre Arnaldo Pivoto me ensinou no curso de noivos, lá nos anos 80, em Júlio de Castilhos.
- João, quando estiver longe, junte uma fruta – até um coquinho – e traga para a Suzana.
- E se não tiver fruta, padre?
- Ora, até uma pedrinha da rua serve.
- Que a Suzana fará com uma pedrinha?
- Nada. Mas fará muito com o seu gesto de amor, pois a pedrinha será a prova de que, mesmo distante, pensaste nela.
O amor entre o casal é algo a ser regado todos os dias. Assim como o amor entre amigos.
Dia destes um amigo chegou na redação com uma sacola de butiá, dizendo que outro amigo havia me mandado.
- Mas como ele sabia que eu gostava de butiá?
- Não sabia. Ele apenas sabe que você é amigo dele, portanto, ficará feliz ao saber que ele lembrou de ti.
De fato, como no caso da pedrinha para Suzana, os butiás tiveram a importância da melhor fruta do mundo. E querem saber? Eu sempre adorei butiá. Não gostava era de fazer cursos de noivos.