A história ressoa através de um testemunho singular, o galpão conhecido como Senzala, construído durante os tempos sombrios da escravidão e que permanece preservado. Fica a 7 km da cidade, na mesma área do Sobrado.
Embora chamado de Senzala, as tradições locais, compartilhadas por aqueles mais antigos, sugerem que este espaço foi, na verdade, um abrigo para negros. A família Furtado, proprietária do local, não se envolvia com a prática escravagista, tratando os negros com respeito e dignidade.
Histórias locais indicam que esses trabalhadores, muitos dos quais eram refugiados de outras terras, encontravam refúgio e abrigo nesse galpão, vivendo ali discretamente.
O galpão de pedra tornou-se um símbolo de liberdade e dignidade para muitos negros cujas vidas eram marcadas pela brutalidade da época mais cruel da humanidade.
Ao adentrar essas paredes, a imaginação nos transporta para um passado doloroso. A preservação desse lugar é não apenas um testemunho físico, mas fica um convite à reflexão sobre a importância da memória e do respeito aos direitos humanos em nossa trajetória histórica.
Do artigo produzido por Fernado Maya.
Fotos: Portal das Missões.



