Santiago/RS – Um dos estabelecimentos mais tradicionais encerra um ciclo histórico. Após 31 anoso, a Cascão Gelateria e Cafeteria, fundada por Ione e Ari Lima, e há 25 anos sob comando de Clériston Copeti de Lima (Keké) deixa de operar no formato que marcou gerações de clientes. Durante participação no Podcast Nova Pauta, o empreendedor abriu o coração e falou sobre a decisão, que surpreendeu a comunidade e gerou grande repercussão.
História construída em família
A Cascão nasceu como um negócio familiar, com produção de sorvetes artesanais, e foi crescendo ao longo dos anos com a inclusão de tortas, lanches e outros produtos. Com o tempo, o empreendimento se consolidou como ponto de encontro de gerações, chegando a contar com cerca de 28 colaboradores e mantendo sempre o perfil familiar, com participação de mãe, tias, prima, além de outras pessoas da equipe.
Impacto do pós-pandemia
O encerramento das atividades foi resultado de um processo longo e desafiador. Entre os principais fatores estão os impactos no período pós-pandemia, mudanças no comportamento do consumidor, crescimento do delivery e dificuldades financeiras. Investimentos feitos antes da pandemia, somados ao aumento de custos e à redução do movimento presencial, acabaram pressionando o negócio. Mesmo durante o período mais crítico, a empresa optou por manter os funcionários, buscando alternativas para continuar operando, mas isso ocasionou aumento de dívidas.
A decisão não foi fácil
À frente da empresa há 25 anos, Keké diz que a decisão não foi fácil e precisou ser compartilhada com a família, por respeito aos pais que iniciaram o empreendimento. A conversa foi difícil e impactou todos, mas, segundo ele, não havia mais alternativa. Contas, fornecedores e obrigações com equipe pesaram na decisão. “Ficaram dívidas, mas vou seguir trabalhando com o que sei fazer e ir pagando”, destacou.
Novo caminho
Mesmo com o encerramento da Cascão, ele segue na área da gastronomia. A nova proposta envolve maior atuação com alimentação para eventos, buffets, fornecimento de refeições sob encomenda e possibilidade de produção de viandas. A ideia é continuar fazendo o que gosta, agora em um formato mais flexível e adaptado ao novo momento.
Recomeço com identidade
Embora muitos não saibam, o popular Keké não tem formação formal em gastronomia. O conhecimento veio da prática, da curiosidade e do interesse em testar receitas ao longo dos anos. Ele acredita que o dom vem de família, herdado da mãe e da avó, que também tinham forte ligação com a cozinha.
Continuidade do legado
A tradição da família não se encerra. Dona Ione, a mãe do Keké, seguirá produzindo suas tradicionais tortas sob encomenda e projeta também a criação de um pequeno ponto com a pronta-entrega. Após anos atuando como funcionária da empresa que ajudou a criar, ela passa agora a assumir um novo papel como empreendedora.
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