Santiago – O professor Renato Marchi Pinto assumiu a gestão da escola Geraldina Bittencourt Borges há pouco mais de um mês.
Ele esteve no programa Terça da Educação, apresentado por Sandra Siqueira. “Sou o melhor diretor que a escola Geraldina Borges já teve”.
Mas, esperem, a fala de Renato não vem carregada de nenhum pingo de presunção, mas totalmente cheia do bom humor característico que jovem professor de História manifesta há mais de 10 anos, desde que iniciou sua trajetória na Educação.
E, além disso, é a mais pura verdade: em seus 43 anos de existência, a escola sempre foi dirigida por professoras. Renato é o primeiro professor a exercer a função. “No primeiro dia, eu já era o melhor”, brinca.
Em seguida, ressalta a importância do apoio dos mais de 20 colegas e da união para o trabalho pelo futuro de mais de 320 alunos.
Uma obra sonhada
Conforme Renato, os esforços de todos agora são para que a Geraldina Bittencourt Borges seja contemplada com uma ampliação, a exemplo que aconteceu em outras escolas.
O projeto prevê mais quatro salas de aula, que permitiriam uma nova e necessária organização da escola, que não tem mais para onde crescer no terreno, mas pode crescer para cima, explica Renato.
Professor não, o “Sor” Renato!
Com seu jeito descontraído, ele é um professor muito bem quisto pelos alunos, brincalhão, deixa que fiquem com os celulares na mochila. Não é do tipo que “pega no pé”, mas que sabe inspirar o aluno a saber pensar.
“Acredito que sempre fui um professor bonzinho, mas nem por isso desrespeitado. A educação é o caminho que transforma, tudo parte daí, para a sociedade”, afirma.
Acredita que as escolas atualmente estão mais abertas para novas vivências e visões, deixando para trás o modelo engessado e se tornando mais interativa.
Da informática a professor de História
Renato afirma que encontrou na Educação o sentido para a sua vida, se sente realizado com a profissão e trabalha com entusiasmo.
Antes e durante muitos anos trabalhou na área da informática, consertando computadores, redes, componentes eletrônicos. Por causa do envolvimento com as máquinas pouco via “gente”. Foi aí que decidiu cursar uma faculdade.
Pensava em fazer Direito, mas acabou fazendo História e já se apaixonou no primeiro dia. Ainda enquanto estava cursando realizou um concurso público e passou, sendo mais tarde chamado. Sua primeira escola foi a Geraldina Borges, depois o Thomás Fortes.
Hoje, Renato está muito focado em sua nova missão, mesmo que tenha que levar trabalho para casa, o que acontece sempre. Quer mesmo fazer valer o feito de ser o melhor diretor da escola Geraldina Borges. O resto é história.
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