Rio Claro – São Paulo – Em 1894, foi instituído uma lei proibindo a comercialização e consumo de melancia. Na época, a fruta foi associada, sem base científica, à disseminação da febre amarela. A proibição surgiu durante um surto da doença, quando higienistas identificaram a melancia como um possível vetor de transmissão. Embora a ciência já tenha comprovado que o Aedes aegypti é o real transmissor, a lei nunca foi revogada.
Além da proibição da melancia, outras leis mais eficazes foram aprovadas em 1893. Entre elas, a obrigatoriedade de varrer as calçadas e a proibição de jogar lixo nas ruas. Essas normas contribuíram para a melhoria das condições sanitárias na cidade, ajudando a combater a febre amarela. A limpeza e o saneamento básico eram prioridades diante do estado de insalubridade enfrentado pela população.

Apesar de ainda estar registrada, a lei contra a melancia é ignorada pela população de Rio Claro. Segundo o Tribunal Superior Federal, normas sem lógica prática para a sociedade caem em desuso. Atualmente, a melancia é reconhecida como uma fruta benéfica à saúde, rica em vitaminas e minerais, sem qualquer relação com doenças como a febre amarela.
Fonte: G1.
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