(João Lemes) Os meses guardam em si a história de um legado romano. Por que 12? Por que não 10, como era antes, quando Roma ainda balbuciava na infância de seu poder? A resposta reside no céu e na ambição humana.
Os romanos, observadores diligentes dos ciclos lunares, notaram que a Lua cumpria 12 jornadas completas no firmamento a cada volta do Sol. Assim, o calendário foi moldado, não apenas pelas estrelas, mas também pelas mãos dos homens, especialmente de dois imperadores cuja ambição não se limitava à Terra.
Julho e Agosto, dois meses consecutivos, são um tributo imortal a Júlio César e Augusto, os arquitetos do calendário que ainda usamos. Júlio César, cansado das imperfeições do antigo calendário lunar, instaurou o Calendário Juliano, ajustando os meses e dando ao ano 365 dias. Augusto, seu herdeiro, não resistiu a gravar seu nome na eternidade, tomando um mês para si, garantindo que seu Agosto fosse tão grandioso quanto o Julho de César.
Mas o início do ano nem sempre foi a festa de fogos e promessas de janeiro. Antes, era Fevereiro, o mês da purificação. Derivado de “Februa”, antigos rituais de limpeza espiritual e renovação, Fevereiro era curto, intenso e carregado de significado. Era o mês das febres que queimavam os males do passado e abriam caminho para a nova jornada.
Agora, cada mês carrega uma história, uma emoção, uma função. Juntos, formam o mosaico de um ano, unindo o pragmatismo das estrelas ao capricho humano. Assim, os doze guardiões continuam a girar, imutáveis, enquanto nós contamos os dias.
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