Apreensão de gado não passou de um mal-entendido burocrático

A defesa do produtor comprovou que os animais não estão ilegais e que havia apenas erro de contagem

Publicado em

Manoel Viana – RS – (Região da Fronteira Oeste) – A notícia sobre uma operação policial que resultou na retenção de 230 bois em propriedades rurais da região causou grande repercussão, mas o caso não passou de uma confusão de papéis. (Reveja aqui)

A redação foi atrás dos fatos e conversou com o advogado vianense Miga Garaialdi. Ele trouxe a verdade sobre o episódio, esclarecendo que a própria polícia civil admitiu que a situação envolve apenas uma questão burocrática sobre o rebanho, sem qualquer relação com crimes.

Divergência na ficha da Inspetoria

O advogado explicou que a fiscalização gerou o mal-entendido por causa de uma divergência de números. Na contagem feita pelos policiais e fiscais do estado durante o pente-fino, foram contabilizadas 230 cabeças de gado. No entanto, na ficha do morador junto à Inspetoria Veterinária, constavam 239 animais registrados. Ou seja, havia boi a menos na propriedade e não gado sem procedência de fora.

COMPROVAÇÃO
O próprio delegado declarou após os fatos: “Nada de ilícito foi encontrado. Foi realizada resenha dos animais com apoio da equipe da SEAPI, restando apreendidos todos os bovinos da propriedade, tendo em vista a divergência do que foi encontrado no campo com o que consta na ficha da Inspetoria Veterinária, ou seja, no sistema SDA. Total de 230 bovinos apreendidos.”

Morador é fiel depositário

Por conta dessa diferença administrativa, o delegado Jair Francisco dos Anjos determinou que o rebanho ficasse retido preventivamente. Os animais, avaliados em 700 mil, não foram entregues a nenhuma terceira pessoa porque o morador é o verdadeiro dono. Ele assumiu o papel de fiel depositário até que o erro dos papéis seja totalmente corrigido. No relatório de atividades e resultados emitido pelo próprio delegado, consta expressamente que nada de ilícito foi encontrado no local.

A defesa vai agir contra as mentiras

Miga Garaialdi lamentou os boatos espalhados na internet sobre receptação e abigeato, afirmando que seu cliente vem sofrendo prejuízos irreparáveis por calúnia e difamação. O advogado garantiu que vai notificar as páginas de notícias na próxima semana para que restabeleçam a verdade. Como diz o ditado, a mentira corre rápido, mas a verdade sempre alcança, e o produtor rural já está provando na Justiça que sua lida é limpa e honesta.

Redação, João Lemes; fonte: Entrevista com advogado Miga Garaialdi e Decrab 🚔

Acompanhe o NP pelas redes sociais:

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

184.758

132,618FãsCurtir
73,451SeguidoresSeguir

Notícias Recentes

Cacequiense conta com a solidariedade para recomeçar após incêndio criminoso

Rio Pardo, RS – Alex Esperança, natural de Cacequi, está enfrentando um momento difícil...

Ministério Público pede 3,6 milhões por agrotóxicos em aldeia indígena

Seringueiras (RO)- Indígenas da etnia Puruborá relataram lesões na pele, dores de cabeça e...

Polícia apreende canetas emagrecedoras e armas em investigação

São José do Inhacorá - RS - (Região de Três de Maio) A polícia...

Jaguariense vence concurso internacional de ilustração

Jaguari, RS - Mauro Monge conquistou reconhecimento internacional ao vencer a votação popular que...

Leia Também

Pai é preso após esp4ncar a filha de 12 anos até a mort3

Várzea Grande, Mato Grosso – Claudinei da Silva, de 42 anos, foi preso em...

Cacequiense conta com a solidariedade para recomeçar após incêndio criminoso

Rio Pardo, RS – Alex Esperança, natural de Cacequi, está enfrentando um momento difícil...

Ministério Público pede 3,6 milhões por agrotóxicos em aldeia indígena

Seringueiras (RO)- Indígenas da etnia Puruborá relataram lesões na pele, dores de cabeça e...