Mato Leitão – RS – (Região de Venâncio Aires) – João Lemes – A aposentada Josefina Heissler, de 75 anos, mostra que o que é antigo continua muito vivo e cheio de valor. Ela mantém a tradição de juntar cascas de ovos o ano inteiro para pintar e rechear com amendoim açucarado, o famoso cri-cri. O trabalho é artesanal e feito com todo o carinho na “Cidade das Orquídeas”, lembrando um tempo onde a felicidade não dependia de marcas caras de chocolate. (A reportagem é do jornal Folha do Mate)
O gosto da infância
Na minha época de criança, o chocolate era um luxo para poucos e a gente ficava faceiro da vida ao ganhar uma cestinha com duas ou três barrinhas simples. O que brilhava mesmo eram as casquinhas coloridas, recheadas com aquele amendoim doce que fazia a vida parecer melhor. Hoje em dia, tem ovo de Páscoa de todo tipo e preço nas prateleiras, mas muita gente continua infeliz. O segredo da dona Josefina é justamente esse: devolver o sentido real da data com simplicidade.
Produção recorde e terapia
Dona Josefina conta que prepara as cascas com água quente e vinagre para deixar tudo limpinho. Neste ano, o sucesso foi tanto que ela recebeu encomendas para 240 dúzias de ovos quando a matéria foi feita, há poucos anos. Para a idosa, pintar cada casca com tinta a óleo e preparar o recheio é uma terapia que não cansa. O resgate dessa tradição pelas escolinhas e pelas famílias é maravilhoso, pois os ovinhos simbolizam o amor e a união que o tempo não pode apagar.
E você? Já parou para pensar que o novo às vezes nasce velho e o antigo nunca perde a cor? Essas casquinhas recheadas de história provam que a felicidade mora nas coisas que a gente faz com as mãos e com o coração. O sonho de uma Páscoa iluminada não nasce do consumo exagerado, mas sim desses pequenos gestos que atravessam gerações.
Redação, João Lemes; Fonte: Folha do Mate 🚔
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso


