No fim de semana, só em São Chico, cinco foram presos por tentativa de homicídio. Em Cacequi, o desfecho foi outro: um jovem foi morto à queima-roupa. Agora, as famílias mergulham na dor e no medo.
Cacequi – RS – O NP Expresso recebeu relatos preocupantes de famílias de Cacequi que estariam deixando suas casas apavoradas diante de ameaças feitas por facções. As ordens, segundo as informações, partem de dentro das cadeias. Não é novidade. Quando chefes do crime foram levados para presídios de segurança máxima, mais isolados, houve uma freada clara nas execuções e nas tentativas de assassinato. Isso foi confirmado pelo delegado de São Chico, Marcelo Batista.

O problema é que esses mesmos líderes foram novamente remanejados e, tudo indica, voltaram a ter acesso a celular. O resultado é conhecido e imediato: homicídios, execução em Cacequi, tentativa de execução em São Francisco de Assis e o medo se espalhando pelas ruas.
Por trás dessa engrenagem, quase sempre, está a mesma porta de entrada: a droga. Jovens entram como usuários, passam a dever, são cooptados e viram peça descartável de facções que mandam de longe. Quem paga a conta não são os chefões, mas as famílias, os bairros e cidades inteiras que passam a viver sob ameaça.
Quando o Estado falha em isolar quem manda no crime, o terror volta para a rua. E quando isso acontece, não é só uma vida que se perde. É a sensação de segurança de toda uma comunidade que vai junto.
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