Brasília – DF – Para o leitor se situar: o Banco Master é alvo de investigações sobre suspeitas de irregularidades financeiras. O celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro virou uma peça central porque mensagens extraídas dele foram citadas em relatório da Polícia Federal que levou ao pedido de apuração sobre a relação dele com o ministro Alexandre de Moraes. O STF ainda decidirá os próximos passos.
O relatório e o julgamento
A sessão marcada para terça-feira, 15, deve analisar se há elementos para abrir uma investigação formal envolvendo Moraes. A discussão não é uma condenação nem define culpa de ninguém: trata-se de decidir se o material apresentado justifica uma apuração mais profunda.
Os pedidos antes da sessão
Nos últimos dias, Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral aos dados do celular. O argumento é simples: antes de votar, os ministros querem conferir o contexto completo das mensagens e não somente os trechos selecionados no relatório. André Mendonça, relator dos processos ligados ao Master, discordou e afirmou que o material necessário ao julgamento já estava disponível.
A disputa pelo sigilo
Moraes também pediu a retirada do sigilo da Petição 15.645, que trata da rede de pagamentos do Master. A Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor, dizendo que o conteúdo pode ser importante para que os ministros tenham uma visão completa do caso. A decisão final sobre liberar ou não esses documentos cabe ao presidente do STF, Edson Fachin.

O celular chega aos gabinetes
Nesta segunda-feira, 14, a Federal entregou o acesso integral aos dados do celular de Vorcaro aos gabinetes de Zanin e Gilmar Mendes. A Federal informou que o aparelho original e os dados extraídos seguem preservados sob sua guarda. Na prática, o plenário chega à sessão com mais informações disponíveis, mas a briga jurídica sobre a validade, o contexto e o uso dessas provas continua. (Redação, João Lemes. Fonte: GZH, CNN Brasil e STF)
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