São Francisco de Assis – RS – (Região da Fronteira Oeste) – Antônio Airton Buzata Romero, de 50 anos, foi condenado a quase 49 anos e seis meses. O caso, que chocou toda a região, ocorrido em 2023, terminou com uma condenação pesada após no fórum lotado.
O crime que revoltou
Celi de Fátima Dicetti Cogo, de 56 anos, foi atacada ao chegar da lavoura. Houve discussão, motivada por ligações telefônicas. A partir dali, a violência tomou conta. O sujeito usou um facão e partiu para cima. Foram golpes na cabeça e no pescoço. As mãos dela quase foram decepadas. Por pouco a cabeça não foi decepada. Um crime que revoltou até quem já está acostumado com júri.
O júri foi presidido pela juíza Taiele Balardin de Oliveira, e analisou as quatro qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa e feminicídio. O crime aconteceu em junho de 2023, no Rincão dos Salbego.
Histórico ignorado
Esse não foi um caso isolado. Celi já tinha sido vítima do mesmo agressor. Anos antes, levou três tiros no rosto e sobreviveu. Mesmo com medida protetiva, ele seguiu perseguindo. O desfecho foi esse. Um feminicídio que poderia ter sido evitado.


Atuação no júri
A promotora foi firme. Carolina Eliza Reinheimer colocou esse ramalhete de flores sobre a cadeira e disse que era ali que ela gostaria de ver a dona Celi. Usou o peso do caso, a história da vítima e apelou ao sentimento dos jurados. Já a defesa deixou a desejar, por meio da advogada Daiane de Almeida. Não conseguiu reagir à altura da gravidade do processo. Ficou fraca diante de um cenário tão pesado.

20 anos diretos na cadeia
Ele respondeu por quatro qualificadoras e deve cumprir pena alta. Com a lei atual, por ser crime hediondo, terá que cumprir boa parte em regime fechado. Isso pode chegar perto de 20 anos direto na cadeia. Ele tem cerca de 50 anos. Fica a reflexão. O que fez com a vida dela e o que fez com a própria vida.
Repercussão
O júri durou todo o dia e entra para a história de São Francisco de Assis. Um caso que prendeu a atenção da comunidade e de todo o Estado. Agora, fica a sensação de justiça, mas também o alerta para casos de violência que dão sinais antes e muitas vezes não são contidos a tempo.
Redação, João Lemes
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



