Natal (RN) O julgamento de um filho acusado de envenenar e matar o próprio pai idoso em 2017, resultou em sua absolvição em um júri popular na cidade de Miguel Seabra. A defesa alegou que o acusado, mesmo tendo confessado o crime, agiu por desespero diante do sofrimento terminal do pai devido a um câncer. Os quatro primeiros votos dos jurados foram pela absolvição, e os demais votos não foram necessários devido à maioria já alcançada.
Durante o julgamento, os advogados de defesa enfatizaram a relação próxima entre pai e filho, alegando que eram melhores amigos e que não havia interesse econômico, herança ou pensão envolvida. Eles também ressaltaram a fragilidade do estágio terminal do câncer que o pai estava enfrentando, o que levou o filho a agir com o objetivo de acabar com seu sofrimento.
O réu, após o julgamento, expressou que seguirá em sua vida carregando a dor do ato que cometeu, mas com o alívio de não ter sido condenado pela Justiça.
O crime – O crime ocorreu em maio de 2017, quando o réu, em desespero devido à situação do pai que sofria de câncer terminal, lhe deu veneno para ratos misturado a um medicamento. Ele também havia planejado tirar sua própria vida, mas não conseguiu. Após confessar o crime à polícia, ele foi preso e solto por decisão judicial em meados de 2019, aguardando o desenrolar do processo em liberdade.
Embora o laudo do Instituto Técnico-Científico de Perícia não tenha determinado com precisão a causa da morte do pai, o acusado confessou o crime, e embalagens abertas de veneno foram encontradas. O Ministério Público acusou o réu de homicídio doloso consumado e privilegiado, mas a defesa argumentou que ele agiu por clemência devido à situação delicada do pai. Após o júri popular, a Justiça determinou sua absolvição.
G1




