A delação abrange outros temas, incluindo a venda ilegal de joias sauditas, a fraude nos cartões de vacina e até mesmo uma tentativa de golpe de Estado após as eleições do ano passado.
Em sua delação premiada, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, revelou que três assessores do ex-presidente usavam uma sala no Palácio, o “gabinete do ódio”, para produzir mensagens destinadas a inflamar apoiadores nas redes contra instituições.
Segundo Cid, Bolsonaro era responsável por disseminar esses conteúdos em seu perfil no Facebook, enquanto o vereador Carlos Bolsonaro e os três assessores cuidavam das demais plataformas, como Twitter e Instagram.
A delação reforça as investigações da Polícia Federal sobre o possível uso da estrutura da Presidência para difundir ataques direcionados a outros Poderes e entidades.
As declarações de Mauro Cid também fornecem mais detalhes sobre o funcionamento do grupo, destacando a atuação durante a gestão Bolsonaro.
A colaboração de Cid, que teve amplo acesso ao Palácio do Planalto como ajudante de ordens, apresenta-se como um desafio para o ex-presidente e seus aliados, acrescentando mais elementos à complexa trama de alegações contra o governo anterior.




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