Os ‘excluídos’ das cívico-militares: alunos e professores denunciam excessos e pressão para deixarem as escolas

Alguns foram expulsos por questões como uso de piercings, enquanto outros foram barrados por regras rígidas de pontualidade

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Há denúncias feitas por alunos e professores sobre excessos e pressões em escolas cívico-militares, um modelo incentivado pelo ex-presidente Bolsonaro e que agora chega ao fim no governo Lula.

Relatos de estudantes revelam que alguns foram expulsos por questões como uso de piercings, enquanto outros foram barrados por regras rígidas de pontualidade.

Os excessos cometidos em busca de padrões estéticos e comportamentais foram alvo de uma ação judicial do Ministério Público Federal do Acre, que tenta impedir tais práticas em todas as unidades de ensino.

Além disso, a militarização das escolas também tem sido alvo de críticas de especialistas, que apontam que o foco em questões estéticas prejudica o ambiente de aprendizado.

A pesquisa sobre o impacto educacional das escolas cívico-militares é limitada, e alguns especialistas argumentam que esse modelo está longe de abordar os desafios reais da educação, como a qualidade do ensino e as condições de trabalho dos professores.

O governo Bolsonaro investiu quase 100 milhões nessas escolas, mas o projeto foi encerrado pelo governo Lula. (O Globo)

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