Durante a operação, agentes cumpriram mandados na residência do casal em Santa Catarina. Dois carros de luxo foram sequestrados pela Justiça, além de celulares e outros equipamentos que podem ajudar a dimensionar a extensão do crime investigado.
Gabriela Sousa, companheira de Nego Di, acabou presa em flagrante por porte ilegal de arma de uso restrito das Forças Armadas.
As investigações apontam que o casal estaria envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro e fraude em rifas virtuais. Através das redes sociais, eles anunciavam a venda de produtos e rifas, mas os compradores nunca recebiam os itens adquiridos.
Estima-se que mais de mil pessoas possam ter sido vítimas desse golpe.
O Ministério Público está à frente das investigações e deve apresentar denúncias formais contra Nego Di nos próximos dias. Caso sejam comprovadas as acusações, o influenciador pode responder por crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A prisão de Nego Di e as acusações contra ele chocaram seus seguidores e levantaram questionamentos sobre a responsabilidade dos influenciadores digitais ao promoverem vendas e rifas online.
O caso serve de alerta para a necessidade de maior fiscalização e regulamentação das atividades comerciais nas redes sociais, visando proteger os consumidores de possíveis golpes.
A defesa do casal ainda não se pronunciou sobre as acusações. (CNN)
O que disse o diretor do Vakinha, Luiz Felipe Gheller:
“Sempre é ruim estar envolvido neste tipo de coisa. Quando um influenciador que está ali, que divulgou, que ajudou, e acaba tendo uma confusão… eu sempre prefiro estar envolvido em coisas bacanas. Mas essa é a parte que a gente não controla. A parte que a gente controla é construir uma reputação de ser muito sério e ser muito responsável no que a gente fala e no que a gente faz”.
“O sistema todo do Vakinha é um sistema baseado em confiança. Nós construímos uma reputação de 15 anos sendo muito responsável com os recursos. E acho que isso não se destrói”
“A gente tem o registro de tudo o que aconteceu lá. O Vakinha só registra o que entrou de fato. Então, eu não tenho detalhes. É delicado a gente falar agora, principalmente com a investigação [em andamento]. Como uma empresa que faz a gestão financeira, a gente guarda com muito cuidado as informações de quem doa. Então, o que a gente pode dizer, sobre isso: o Vakinha só registra as doações que efetivamente entram. E a gente cuida muito do dinheiro e do que sai”.
“A gente sabe de quem [é o dinheiro que] entra. Eu sei que é de tal CPF, se saiu da conta do PG, por exemplo. Isso a gente sabe. Agora se tu fez por fora, combinou de outras pessoas doarem pra ti, isso a gente não tem como afirmar”.



