Polícia conclui: Edelvânia cometeu suicídio na cadeia

Ela havia sido condenada pela morte de Bernardo Boldrini

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Porto Alegre – RS – A polícia encerrou a investigação sobre a morte de Edelvânia Wirganovicz, condenada pela morte de Bernardo Boldrini. Ela foi encontrada sem vida no dia 23 de abril, no Instituto Penal Feminino da capital, onde cumpria pena no regime semiaberto. O laudo aponta que não houve crime ou participação de terceiros.

Sinais de enforcamento e área isolada
Edelvânia foi achada no pátio da prisão com indícios de enforcamento. Segundo o delegado Gabriel Borges, ela trabalhava na jardinagem do presídio e tinha acesso a equipamentos como escadas e cordas. Por segurança, permanecia isolada da maioria das detentas, em setor separado.

Obs. Edelvânia era amiga da madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, condenada a 34 anos pelo crime. Ela admitiu o crime e apontou o local onde a criança foi enterrada.

Fonte: GZH.

Relembre a participação no crime

Frederico Westphalen – RS – Edelvânia era amiga de Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo. Ela ajudou a enterrar o corpo da criança em uma cova próxima ao rio Mico, e admitiu o crime durante as investigações. Também indicou à polícia o local onde o menino foi sepultado.

Bernardo desapareceu em 4 de abril de 2014 e foi encontrado morto dez dias depois. Ele tinha 11 anos e foi assassinado com uma dose letal de Midazolam. O crime teve motivação torpe e fútil: Leandro Boldrini, pai do menino, e Graciele não queriam dividir a herança da mãe da criança, falecida em 2010.

Edelvânia foi condenada em 2019 a 22 anos e 10 meses por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em 2022, passou ao regime semiaberto e, neste ano, voltou a cumprir a pena nesse regime por ordem do STF. Fonte: GZH.

Edelvânia Wirganovicz desempenhou um papel crucial no assassinato de Bernardo Uglione Boldrini, ocorrido em 2014, no Rio Grande do Sul. Amiga próxima de Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo, Edelvânia participou ativamente do planejamento e execução do crime.

Segundo as investigações, Graciele administrou uma dose letal de Midazolam ao menino, com auxílio de Edelvânia. Após a morte de Bernardo, Edelvânia ajudou a ocultar o corpo, enterrando-o em uma cova vertical. Ela também comprou materiais como pá, cavadeira e soda cáustica, utilizados para dificultar a identificação do cadáver. Em depoimento, Edelvânia revelou que Graciele lhe ofereceu dinheiro para quitar dívidas em troca de sua colaboração no crime.

O Midazolam, sedativo utilizado no assassinato, foi obtido de duas formas:

Via Clínica Médica: Leandro Boldrini, pai de Bernardo e médico, mantinha ampolas de Midazolam em sua clínica particular. Essas ampolas foram utilizadas na administração intravenosa do sedativo em Bernardo .
Terra

Compra em Farmácia: Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz compraram comprimidos de Midazolam em farmácias, os quais foram administrados oralmente a Bernardo sob o pretexto de serem medicamentos para enjoo durante uma viagem.

Situação atual de Leandro Boldrini e Graciele

Leandro Boldrini – foi condenado a 31 anos e oito meses por homicídio quadruplamente qualificado e falsidade ideológica. Inicialmente, ele cumpria pena em regime fechado, mas atualmente está em regime semiaberto, com uso de tornozeleira, residindo em Santa Maria, RS. Em 2024, seu registro médico foi cassado pelo Conselho Regional de Medicina após ser aprovado em uma residência médica.

Graciele Ugulini – foi condenada a 34 anos e sete meses por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ela cumpria pena em regime fechado no Presídio Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre. Em abril de 2025, foi autorizada pela Justiça a progredir para o regime semiaberto, após cumprir mais de 13 anos da pena e atender aos requisitos legais para a progressão de regime.

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