Santiago – RS – (Região Centro-Oeste) – 75 e cinco anos não são 75 dias. São uma vida inteira multiplicada por muitas vidas. A Rádio Santiago atravessou o tempo formando cultura, embalando sonhos e acompanhando gerações. Quem cresceu ouvindo rádio hoje é avô, mas continua ligado à emissora ao lado dos filhos e netos. Mudaram os aparelhos, chegaram a internet e as redes sociais, porém aquela voz amiga permanece presente.

Na noite de sexta-feira (31), funcionários, comunicadores, colaboradores, direção e amigos lotaram o CTG Coxilha de Ronda. O excelente jantar, as homenagens e a música gaúcha fizeram muita gente passar um filme pela cabeça. Júlio Saldanha, João Lucas Machado Saldanha e Airton Dornelles subiram ao palco. Depois Os Mateadores animaram o baile. Mais do que uma festa, foi o encontro de diferentes épocas unidas pela mesma frequência.

O fundador Jaime Pinto foi lembrado com a emoção que sua história merece. Seu legado permanece nas vozes que informam, na música que preserva as raízes e no compromisso com a verdade. A comunicação evolui, mas leva junto aquilo que é tradição, memória e pertencimento. O rádio não é apenas um aparelho sobre a mesa ou uma voz no carro. É companhia, serviço e parte da vida de uma comunidade.


O prefeito Marcelo Piru e a vice-prefeita Mara Rebelo entregaram uma placa à emissora e reuniram a direção, hoje comandada por Clara Eda Ramos, além dos funcionários e comunicadores. A homenagem simbolizou o reconhecimento de Santiago a uma instituição que carrega o nome do município e se confunde com sua própria história. A Rádio Santiago é muito mais que uma emissora: é identidade, é memória e, acima de tudo, é gente falando para gente.
Redação, João Lemes. (Fotos: Rádio Santiago – Rafael)

















