O Tribunal de Justiça emitiu um comunicado afirmando que, mesmo não seguindo os modelos tradicionais de família, essa relação não deve ser desprotegida pelo Estado.
Um dos aspectos notáveis desse caso é que uma das mulheres envolvidas está grávida, e o juiz Gustavo Borsa Antonello autorizo que os três sobrenomes sejam registrados na certidão de nascimento do bebê.
Essa família buscou o reconhecimento de sua união ao longo de uma década. Para a Justiça, a relação deles é contínua, duradoura e reconhecida por amigos e familiares.
Para garantir a tutela da união estável, dois dos envolvidos, que eram casados, tiveram que se divorciar para que a relação poliamorosa fosse reconhecida.
Este é um marco no Brasil, sendo o primeiro reconhecimento de união estável poliamorosa.
Uma história de amor a três
Letícia era casada desde 2006 com o bancário Denis Ordovás, que hoje tem 45 anos. Em 2013, eles se uniram à pedagoga Keterlin Kaefer, que atualmente tem 32 anos. Os três passaram a viver na mesma casa. Letícia já tinha dois filhos, de um casamento anterior. Keti – apelido de Keterlin – manifestou, posteriormente, o desejo de ter filhos, o que levou os três a buscarem a regularização da união poliamorosa. Tanto para que Letícia tivesse vínculo, como mãe do menino, quanto para Keti assegurar os mesmos direitos de uma mulher em um casamento.




