Santiago – Todas as terças, a jornalista Sandra Siqueira dá vez às vozes que fazem a educação acontecer em Santiago. Há mais de um ano, o programa “Terças da Educação” é o programa que valoriza o pensamento e ação dos educadores, abrindo os microfones para entrevistar diretores escolares, professores do município, do Estado ou das universidades e profissionais que fazem o cotidiano das instituições de ensino.
Há poucos dias, foi a vez de Lidiane de Mello Pessota Silva e Jurema Marileusa Oliveira do Carmo serem recebidas no estúdio da Rádio Nova Pauta para conversar sobre a escola de educação infantil Boa Vista, que as duas assumiram recentemente. Sob nova direção, a EMEI Boa Vista segue com os desafios para abrigar seus 76 alunos e 20 colabodores. Sem espaço para construir novas salas, a Boa Vista precisa fazer o melhor com o que possui. Se não dá pra crescer, dá pra qualificar. E é isso que as educadoras fazem, apostando no envolvimento caloroso com as crianças e na proximidade com as famílias, garantindo um ambiente saudável.
A profissão certa
“Trabalhar com crianças é algo maravilhoso e eu sei que escolhi a profissão certa. Se, por um lado a gente fica frustado de ver que há tanta burocracia que nos limita a fazer mais, é gratificante estar em sala de aula vendo o aprendizado das crianças”, relatou Lidiane, que ficou muito feliz com a acolhida que recebeu e todo o apoio. Lidiane é natural de São Borja, mas se criou em Unistalda. É casada e mãe de dois filhos, um de 22 e outro de um ano de idade. Conta que desde criança tinha o desejo de ser professora.
Apaixonada pelo trabalho
Ao lado de Lidiane, ela conta com a coordenadora pedagógica Jurema Marileusa Oliveira do Carmo, outra colega apaixonada pelo trabalho com as crianças. Para ela, há uma explicação no seu passado para isso, uma vez que foi adotada por outra família e cresceu cercada de amor. Hoje, vê nas crianças da EMEI a possibilidade de fazer com que se sintam estimuladas pelo olhar afetuoso da educação. Jurema é casada e mãe de três filhos, com idades entre 13 e 29 anos. “A escola precisa ter um olhar de empatia e ser um local de acolhimento e união familiar”, ressalta. As duas dão o exemplo de que a Boa Vista proporciona educação integral para as crianças, considerando a necessidade de suas famílias.
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