Estado – RS – A notícia de que um El Niño “forte a muito forte” está a caminho em 2026 colocou o RS em estado de atenção. Dois anos após a maior tragédia climática da nossa história, a meteorologia alerta que os riscos de enchentes aumentam consideravelmente, especialmente na primavera. A intensidade do fenômeno é comparada à de 2023, o que faz muita gente reviver o medo de ver a água subir novamente.
O fantasma de 2024 e a preparação
Embora o cenário preocupe, pesquisadores do IPH afirmam que é difícil prever se teremos uma cheia na mesma magnitude de 2024. A diferença agora é a corrida contra o tempo: pontes e estradas foram reconstruídas de forma mais resiliente e houve investimento pesado na Defesa Civil. Em Pelotas, no Sul do RS, comerciantes que ainda se recuperam admitem o medo, mas tentam manter o foco no trabalho para seguir a vida.
Porto Alegre ainda corre riscos
Na Capital, a situação é mais delicada. Apesar do anúncio de R$ 2,3 bilhões em investimentos, o sistema de proteção, como o Muro da Mauá e as casas de bombas, ainda não está totalmente recuperado. O Dmae admite que muitas obras seguem em fase de projeto. Especialistas alertam que, se uma cheia grande ocorresse hoje, partes de Porto Alegre seriam castigadas novamente, já que a estrutura ainda tem falhas.
O que esperar do fenômeno
O El Niño aquece as águas do Pacífico e, por aqui, costuma despejar muita chuva. A agência americana NOAA já confirmou que a probabilidade de o fenômeno estar ativo no fim de 2026 chega a 83%. O recado dos técnicos é um só: o trânsito das águas não aceita desaforo e a memória do que aconteceu precisa servir de lição para que o estado não seja pego de surpresa outra vez.
Redação, João Lemes; Fonte: Climatempo, IPH e Dmae 🚔
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