Brasília, DF – A Polícia Federal abriu uma nova frente de investigação para apurar se aliados do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) usaram uma escritura de compra e venda de uma casa para tentar justificar a origem de 470 mil em dinheiro vivo apreendidos no ano passado. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. A investigação também apura se parte de 15 milhões movimentados por empresas tem ligação com recursos públicos.
Documento sob suspeita
Segundo a Polícia Federal, a escritura foi registrada 11 dias depois da apreensão do dinheiro, mas informa que o pagamento teria ocorrido mais de um mês antes. Os investigadores afirmam que não encontraram saques compatíveis com o valor informado, o que reforça a suspeita de que o documento tenha sido feito depois para dar aparência de legalidade à negociação.
Nova fase da investigação
A operação desta quarta-feira teve como alvo advogados e empresários ligados ao deputado. Sóstenes não foi alvo nesta etapa e disse que ainda não conhecia a decisão. Em dezembro, quando o dinheiro foi encontrado em um flat usado por ele em Brasília, o deputado afirmou que o valor era da venda de uma casa e negou qualquer irregularidade.
Fonte: G1.
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