Estado – RS – O que se comentava nos bastidores agora clareou de vez. Edegar Pretto, que era o galo de pua do PT para o Piratini, teve que se contentar com a vice na chapa da Juliana Brizola. O taura se reuniu em Brasília com o presidente Lula e com o manda-chuva nacional do partido, Edinho Silva, e não teve conversa: a ordem veio de cima e ele aceitou o serviço para tentar manter a turma unida.
Decisão estranha e partido mordido
No diretório estadual, o clima não é dos melhores e tem muito petista beiçudo reclamando. Pela primeira vez em 44 anos, o PT do RS não vai ter candidato próprio ao governo porque a direção nacional resolveu meter a colher. O pessoal aqui acha a decisão estranha e contrária à tradição, mas como quem manda é cara lá em cima, o jeito foi aceitar a parceria com o PDT para não ver o projeto de Lula naufragar no estado.
Lembranças de outros tempos
Na resolução aprovada, o PT fez questão de dar uma espetada, lembrando que o trabalhismo gaúcho não ganha o governo desde 1990, com o Collares. Mesmo assim, agora o foco é criar condições para a campanha. É aquele negócio: se faz de leitão vesgo para mamar em dois tetos, tentando garantir votos para o Senado e para os deputados enquanto apoia a Juliana na cabeça da chapa.
Unidade na marra
Nesta quarta-feira, Pretto se reúne com os aliados para explicar o novo rumo da prosa. Na quinta, acontece o primeiro encontro oficial entre PT e PDT. Aqui no RS, o plano é juntar todo mundo contra o PL, enquanto no resto do país a briga é o inverso. Como diz o ditado, quem não gosta de barulho, não ata porongo nos tentos, e o PT resolveu silenciar a bronca interna para tentar ganhar o jogo na unidade.
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