Atirador morto pela Brigada foi internado quatro vezes por sofrer de esquizofrenia

O caso começou com um desentendimento familiar e acabou com vários mortos e feridos

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Novo Hamburgo – Em coletiva de imprensa, a Brigada confirmou que o atirador Edson Fernando Crippa, de 45 anos, foi neutralizado após um cerco de mais de dez horas, durante o qual ele respondia às tentativas de diálogo com novos disparos. Ele abateu até mesmo dois drones durante a operação.

Crippa, que não tinha antecedentes criminais e possuía armas registradas legalmente, tinha esquizofrenia, assim como seu pai, que também morreu. O caso começou com um desentendimento familiar e levou à evacuação da área por questões de segurança.

Apesar de ter passado dos exames psicotécnicos para obter porte de armas, Crippa foi internado quatro vezes após o registro, devido ao agravamento de seu quadro de esquizofrenia, um transtorno mental que pode causar delírios, alucinações e comportamento desorganizado.

Vítimas e consequências

O ataque resultou em múltiplas vítimas, incluindo familiares e agentes de segurança. Entre os mortos estão o pai do atirador, Eugênio Crippa (74 anos), o policial militar Éverton Kirsch Júnior (31 anos), e o irmão do atirador, Everton Crippa. Além destes, sete policiais ficaram feridos, juntamente com quatro familiares do atirador e um guarda municipal.

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Eugênio Crippa, de 74 anos, pai do atirador, Everton Crippa, 49 anos, irmão do atirador, Everton Kirsch Júnior, de 31 anos, policial militar.

Cleris Crippa, 70 anos, mãe do atirador – estado grave após ser baleada três vezes

Priscilla Martins, 41 anos, cunhada – estado grave após ser baleada uma vez

Rodrigo Weber Voltz, 31 anos, PM – em cirurgia após ser baleado três vezes

João Paulo Farias Oliveira, 26 anos, PM – em cirurgia após ser baleado uma vez

Joseane Muller, 38 anos, PM – estado estável após ser baleada uma vez

Eduardo de Brida Geiger, 32 anos, PM – liberado do hospital após ser baleado de raspão

Leonardo Valadão Alves, 26 anos, PM – liberado do hospital após ser baleado de raspão

Felipe Costa Santos Rocha, PM – liberado após ser baleado de raspão

Volmir de Souza – aguarda cirurgia após ser baleado uma vez (não há confirmação sobre a relação dele com o crime, mas informações iniciais apontam que seria um guarda municipal)

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