Bento Gonçalves exige respostas sobre inundação extrema e suspeita de causa humana

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A Prefeitura está buscando esclarecimentos da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran) sobre suas ações durante a recente inundação que afetou a região. Os moradores alegam que a abertura das comportas contribuiu para a inundação.

A Procuradoria-Geral do Município deu à Ceran 48 horas para responder a uma série de perguntas sobre suas ações durante o período crítico, incluindo o monitoramento dos níveis do rio, alertas à população e medidas de segurança adotadas.

A Defesa Civil local atendeu 360 pessoas e registrou 115 casas inundadas e 200 danificadas | Foto: Emanuele Nicola/Divulgação/CP

A cooperação entre as autoridades municipais e a Ceran é vista como essencial para garantir a segurança das comunidades afetadas e evitar futuras tragédias.

Perguntas enviadas pela prefeitura à Ceran:
1) Havia monitoramento prévio do nível dos rios do Complexo Energético Rio das Antas (Usinas UHE Castro Alves, UHE Monte Claro, UHE 14 de Julho)?
2) Qual foi o primeiro alerta emitido às populações ribeirinhas?
3) Qual foi o horário que emitiram o alerta de evacuação destas populações?
4) Qual era o nível do Rio das Antas nos dias 02, 03, 04 e 05 de setembro?
5) Houve fechamento e/ou abertura de comportas?
6) Quais medidas a Ceran adotou para evitar ou atenuar possível sobrecarga no volume de água nas bacias dos Rio das Antas e Rio Taquari?
7) No momento em que ocorreu a abertura das comportas das barragens houve algum procedimento de evacuação das áreas sob risco?
8) A Ceran emitiu algum comunicado aos órgãos oficiais dos municípios que integram o Complexo Energético Rio das Antas, bem como aos municípios do Vale do Taquari referente aos riscos de grave inundações?
9) Há algum plano de contingência e de evacuação da Ceran em casos de desastres como o ocorrido e como se dá essa comunicação aos órgãos oficiais?
10) Existe encaminhamento de planos de ação e emergência a serem enviados aos órgãos oficiais e prefeituras envolvidas, além de estratégias de comunicação e alerta às comunidades potencialmente afetadas?
11) Quais as inspeções de segurança são realizadas nas três barragens do Complexo Energético Rio das Antas e quais as suas periodicidades?
12) Existe algum plano de prestar assistência às vítimas do desastre ocorrido?
13) Existem inspeções e relatórios de revisão periódica de segurança das barragens das três usinas do Complexo Energético Rio das Antas?

A prefeitura está buscando essas informações para auxiliar as comunidades afetadas e prevenir futuros desastres semelhantes, e aguarda ansiosamente as respostas da empresa Ceran.

Fontes: Correio do Povo, Eco Regional

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