A Justiça condenou Leandro Boldrini e Graciele Ugulini pelos crimes de tortura, abandono material, submissão a vexame e constrangimento contra Bernardo Boldrini, filho de Leandro, que foi encontrado morto em 2014.
A sentença foi proferida pela juíza Sucilene Engler Audino, na comarca de Três Passos, onde o menino morava com o pai.
O processo ocorreu em paralelo ao julgamento relacionado ao homicídio de Bernardo, no qual Leandro já havia sido condenado a 31 anos e oito meses de prisão em março do mesmo ano.
Durante o processo, testemunhas relataram intensos abusos e crueldades mentais vivenciadas por Bernardo.
A defesa de Leandro alegou que a condenação pelo homicídio foi um erro judicial.
- O caso Bernardo envolveu o desaparecimento e morte do menino em 2014, levando à condenação de todos os envolvidos em 2019, embora a sentença de Leandro tenha sido anulada e posteriormente restabelecida em 2023.
Os advogados Ezequiel Vetoretti, Rodrigo Grecellé Vares e Eduardo Vetoretti, que defendem Boldrini, informam que ainda não analisaram a sentença, portanto, não podem afirmar se recorrerão. Contudo, a defesa frisa que “esse processo era o único que deveria ter sido ajuizado contra Leandro” e que a sua condenação pelo homicídio do menino “foi um dos maiores erros judiciais dos últimos anos”.



