A Polícia Civil do RS indiciou um cirurgião plástico e 12 médicos residentes e ex-residentes por crimes como estelionato, lesão corporal e associação criminosa. O caso envolve 87 pacientes, com 727 procedimentos realizados entre 2018 e 2024. Desses, 481 apresentaram complicações, como necroses e mutilações. A investigação identificou cobranças irregulares de pacientes conveniados e uso de profissionais inexperientes em cirurgias.

O cirurgião principal deixava residentes não especializados operando sozinhos, sem informar os pacientes. Durante as cirurgias, ele utilizava redes sociais ou saía do hospital. A polícia também revelou que médicos recém-formados aceitavam trabalhar nessas condições por medo de represálias. As práticas ocorreram entre 2021 e 2023, causando graves danos às vítimas.
O principal suspeito, Leandro Fuchs, teve o passaporte retido e está proibido de realizar cirurgias invasivas, mas pode atender em consultório. Nenhum dos envolvidos foi preso. A defesa do médico afirma que ele é inocente e aguarda o posicionamento do Ministério Público. O caso não envolve a direção do Hospital Ernesto Dornelles, onde ele atuava até janeiro de 2023.
Fonte: CNN Brasil.
LEIA TAMBÉM: Santiaguenses morrem em acidente na BR 285, em São Luiz Gonzaga
Acompanhe o NP nas redes sociais:
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso


