Porto Alegre – RS – O hábito de escolher o disco, tirar da capa e colocar a agulha para rodar voltou com tudo. O Noize Record Club, criado na capital gaúcha, provou que o vinil tem fôlego de sobra e hoje mantém mais de 10 mil assinantes em todo o país. O clube entrega mensalmente um álbum exclusivo acompanhado de uma revista, fazendo a ponte entre a música e o colecionador.
Mercado que não para de crescer
A paixão pelo formato analógico virou um negócio de gente grande. Nos Estados Unidos, a receita com a venda de LPs superou 1 bilhão de dólares no ano passado. Especialistas explicam que o disco virou um produto premium, com edições limitadas e coloridas que criam um laço maior entre o artista e quem ouve. O streaming entrega a música de forma rápida, mas o vinil oferece uma experiência completa e um momento de pausa que o ouvinte moderno está buscando.
Colecionar é um ritual
Para quem já entrou nessa, o caminho não tem volta. O colecionador David Lopes, que acumula mais de 200 discos, define o ato como um momento sagrado. Ele começou o hobby ainda nos anos 2000 e viu o interesse pelo formato explodir entre os mais jovens. O clube de assinatura, que começou em 2014, foi fundamental para apresentar novos nomes da música brasileira, como Seu Jorge e Emicida, para essa turma que quer ter a música nas mãos e não apenas no celular.

Redação, João Lemes; Fonte: GZH.
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