Porto Alegre – RS – A sessão da Câmara Municipal terminou em alvoroço e com acusação de violência contra a mulher após um bate-boca generalizado. No meio da votação sobre o uso do solo na capital, o vereador Mauro Pinheiro perdeu a paciência e arrancou o microfone que estava com a vereadora Juliana de Souza. A confusão começou quando a parlamentar citou o rolo dos áudios de Flávio Bolsonaro, o que deixou os ânimos exaltados no plenário.
O estopim da briga
Tudo corria dentro da normalidade até que a vereadora Comandante Nádia subiu na tribuna para dizer que a oposição “gosta de pobreza”. Na sequência, Juliana de Souza pediu a palavra para rebater e disse que a colega estava nervosa porque tinha vazado um áudio do presidente do partido dela pedindo dinheiro para um banqueiro. Foi a deixa para Mauro Pinheiro partir para cima do pedestal e tirar o microfone à força, entregando o equipamento para o presidente da Casa sob protestos.
Acusação de violência política
Juliana de Souza não deixou barato e afirmou que o episódio é um ataque direto à liberdade das mulheres na política. Segundo a vereadora, o gesto de arrancar o microfone tenta silenciar o mandato feminino e reforça uma cultura de ódio. Ela e a bancada do PT prometeram registrar uma ocorrência na polícia e levar o caso para o Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro, além de acionar o Tribunal Regional Eleitoral.
O outro lado da história
Por meio de nota, Mauro Pinheiro se defendeu dizendo que a atitude não teve nada a ver com o fato de Juliana ser mulher. O vereador alegou que apenas tentou manter a ordem e o foco da votação, já que a fala da colega estava fugindo do assunto principal da noite. Ele garantiu que respeita as mulheres na política e que a gritaria foi apenas uma questão de regimento interno que acabou saindo do controle.
Redação, João Lemes; Fonte: Sul21 🎙️
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