A tentativa frustrada de aumento do ICMS deixou marcas na base do governo de Eduardo Leite. O governador perdeu apoio para o projeto e agora analisa as defecções, principalmente no PP e no Republicanos. (Do texto de FÁBIO SCHAFFNER, de GZH) –
Apesar de não demonstrar ressentimento, ele deve reduzir o protagonismo dos aliados que não apoiaram a proposta.
O descontentamento está concentrado especialmente no PP, que, apesar de ser o maior partido da base, só garantiu três votos favoráveis ao aumento do ICMS, gerando irritação com o líder da bancada, Guilherme Pasin.
No Republicanos, o incômodo se deve à recente adesão ao governo, quando Leite esperava contar com parte dos cinco votos da bancada ao projeto do ICMS. No entanto, todos os cinco deputados anunciaram oposição à medida na véspera da votação.
O governo também faz autocrítica, apontando erros de condução do chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e do próprio governador.
Eduardo Leite teria dado excessiva importância aos informes da Receita Estadual sobre os riscos de perda de arrecadação, ignorando a dificuldade legislativa e o desgaste político de um aumento de impostos.
O pouco tempo entre a apresentação do quadro fiscal e a votação também é considerado um fator para o insucesso da iniciativa.
Para 2024, o governo planeja reconstruir relações com a Assembleia e federações empresariais, acompanhando o comportamento da arrecadação para possível regulamentação dos decretos de cortes de benefícios fiscais.
O fluxo de caixa irá ditar a regulamentação, com possibilidade de recuo em caso de avanço das receitas.



