Rosário do Sul – RS – O dinheiro de quem paga imposto é jogado fora com esquemas de corrupção, mas agora as prefeituras que tinham contrato com as empresas investigadas na Operação Reciclagem decidiram se manifestar. A Prefeitura de Rosário do Sul afirmou que o município é vítima da fraude e garantiu que já estava fiscalizando o serviço, inclusive com um novo processo licitatório em andamento porque a empresa atual não entregou o que foi combinado. Já Silveira Martins informou que não recebeu qualquer notificação oficial e que a investigação foca apenas nas empresas, não na administração local.
O funcionamento da bandidagem
O Ministério Público deflagrou a operação para desmantelar uma organização criminosa que fraudava licitações e contratos de lixo em 15 municípios gaúchos. O promotor Mauro Rockenbach descobriu que o grupo, formado por integrantes de uma mesma família, usava empresas de fachada para simular concorrência. Além de Rosário do Sul e Silveira Martins, estão no radar contratos de Santo Antônio da Patrulha, Torres, Rolante, Terra de Areia, Bom Jesus, Nova Santa Rita, Caraá, São Leopoldo, Três Forquilhas, Bom Princípio, Novo Hamburgo, Nova Hartz e Xangri-Lá.
Prejuízo milionário aos cofres públicos
A tramoia incluía desde a criação de situações emergenciais falsas até a cobrança por serviços que nunca existiram ou a pesagem dobrada de caminhões para aumentar o faturamento. A Justiça proibiu o grupo de participar de licitações e restringiu o deslocamento dos envolvidos, que devem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e corrupção. O prejuízo total aos cofres municipais ainda está sendo calculado pelo Ministério Público, que destacou que não houve busca e apreensão dentro das prefeituras, focando as ordens judiciais nas sedes das empresas e casas dos envolvidos.

Redação, João Lemes; Fonte: Ministério Público (MPRS)
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