Divaldo Lara, prefeito de Bagé pelo PRD, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, alegando problemas de saúde física e emocional que afetaram sua vida e sua família. Em carta lida na Câmara Municipal, o prefeito relatou perdas familiares e traumas pessoais que, segundo ele, contribuíram para a decisão. O vice-prefeito Mário Mena Kalil, do União Brasil, assumirá o cargo até a posse do prefeito eleito, Luiz Fernando Mainardi, em janeiro.
Em agosto, Divaldo Lara foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava a prática de “rachadinha” em sua gestão, com mandados de busca e apreensão. O prefeito também enfrentou acusações do Ministério Público Eleitoral, incluindo abuso de poder e favorecimento político, especialmente na campanha de seu irmão, Luís Augusto Lara. Em 2023, o Tribunal Regional Eleitoral absolveu Lara por 4 votos a 3 em uma das acusações, que envolvia abuso de poder econômico.
Ao longo do segundo mandato, Lara se envolveu em diversas controvérsias. Em uma delas, vereadores do PT o acusaram de reter cestas básicas destinadas a vítimas da estiagem. Em 2022, o TSE confirmou sua inelegibilidade até 2026, mas ele permaneceu no cargo de prefeito até a renúncia, já que a decisão cassou apenas o mandato de seu irmão.
Fonte: Correio do Povo.
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