São Francisco de Paula – RS – (Região da Serra) – Uma operação de resgate chocou a comunidade do distrito de Lajeado Grande na última quinta-feira (19). Onze pessoas, com idades entre 17 e 53 anos, foram retiradas de uma propriedade onde eram mantidas em condições de escravidão moderna. O caso, divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) nesta terça-feira (24), revela o descaso com a dignidade humana em lavouras de alho e tomate.
As promessas vazias e o calote
Os trabalhadores, que incluem um adolescente e duas mulheres indígenas, foram atraídos com a promessa de ganhar R$ 125 por dia, além de moradia e comida. No entanto, a realidade foi outra: ninguém tinha carteira assinada e os salários estavam atrasados há mais de um mês. Para piorar, o patrão mudou a forma de pagamento por conta própria, fazendo com que os trabalhadores recebessem valores abaixo do mínimo regional.
O cenário de horror nos alojamentos
A fiscalização encontrou um ambiente de total abandono. Os alojamentos eram imundos, com banheiros estragados e sem o mínimo de conforto, como armários ou roupas de cama. Além disso, os trabalhadores manuseavam agrotóxicos sem nenhum treinamento ou equipamento de proteção (EPIs), colocando a saúde em risco direto. Diante do perigo, o local foi imediatamente interditado pelas autoridades.
O apoio e a investigação
Após o resgate, o grupo recebeu ajuda para voltar às suas cidades de origem, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O MPT agora corre contra o tempo para garantir que os trabalhadores recebam tudo o que lhes é de direito, como o FGTS, as verbas de rescisão e o seguro-desemprego. Um inquérito foi aberto para punir os responsáveis por esse crime que mancha a imagem da produção agrícola na Serra.
Redação, João Lemes; Fonte: G1 RS / MPT ⚖️
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