Passo Fundo – RS/ Ucrânia – Um jovem natural de Passo Fundo está vivendo de perto a guerra entre Rússia e Ucrânia. Andrei Arend, de 23 anos, atua há cerca de seis meses nas forças armadas ucranianas e participa diretamente de missões na linha de frente do conflito.
Na linha de frente
Conhecido pelo nome de guerra “Hunter”, o passo-fundense integra uma unidade considerada uma das mais respeitadas do exército ucraniano. Segundo ele, nesse período já passou cerca de 40 dias na chamada “zona zero”, região onde os confrontos são mais intensos.
Durante as operações, Andrei afirma ter enfrentado temperaturas de até -20°C, além de atuar em áreas com artilharia pesada, drones e campos minados.
O resgate em campo minado
Entre as situações mais arriscadas, o jovem relatou momentos em que precisou entrar em campo minado para socorrer companheiros feridos. Segundo ele, nessas situações é aplicado o protocolo MARCH, utilizado para atendimento de emergência em combate.
A experiência militar
Antes de ir para a Ucrânia, Andrei teve passagem pelo Exército Brasileiro, onde serviu no 6º Regimento de Cavalaria Blindado, em Alegrete, em 2021. Posteriormente também se especializou em comunicações na 12ª Companhia de Comunicações.
Ele contou que decidiu ir para a guerra por vocação militar e pela oportunidade de ajudar o país em conflito.
O treinamento internacional
Ao chegar na Ucrânia, o jovem passou por cerca de 45 dias de treinamento militar com instrutores de vários países, incluindo militares da Finlândia, do Peru e de outras forças estrangeiras. Hoje, além do combate direto, ele pretende se especializar como operador de drones, tecnologia que tem sido decisiva na guerra.
Os momentos de tensão
Um dos episódios mais difíceis ocorreu logo na primeira semana na linha de frente. Ele e outros soldados estavam fortificando uma área quando passaram a ser atacados por artilharia pesada e drones.
Segundo Andrei, o grupo só conseguiu escapar porque um dos drones inimigos precisou retornar para troca de baterias.
A rotina e o armamento
No dia a dia, o passo-fundense utiliza principalmente o fuzil AK-74, além de ter treinamento com diferentes armamentos, como metralhadoras, lançadores e granadas.
Quando não está em combate, ele permanece em casas seguras próximas às áreas de confronto, aguardando novas missões.
A saudade do Brasil
Mesmo acostumado à rotina militar, Andrei afirma que sente falta de casa, principalmente dos amigos e da convivência em Passo Fundo. Ele brinca que, quando voltar ao Brasil, a primeira parada será em uma churrascaria, já que sente falta de carne vermelha.
O alerta
Apesar da experiência, o jovem deixa um recado para quem pensa em seguir o mesmo caminho.
Segundo ele, a guerra é muito mais dura do que as pessoas imaginam e os riscos são constantes.
Redação, João Lemes; Fonte: João Victor Lopes / Rádio Uirapuru. 🌍⚔️
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso


