(por João Lemes) CANOAS – Diuly Hoffmann, aluna do Colégio Adventista de Canoas, fez sua festa de 15 anos poucos dias antes da enchente. Três dias após a comemoração, a família perdeu quase todos os bens devido à cheia, incluindo móveis, roupas e presentes recebidos na festa. A loja da família, que é seu ganha-pão, também ficou submersa.
A jovem é uma das netas de Valdir Dornelles, dono da oficina Univel – Bairro São Vicente, Santiago.
De aluna a voluntária
- Apesar das perdas, Diuly e sua irmã estão atuando como voluntárias no abrigo montado no Colégio Adventista de Canoas. As salas de aula e outros espaços foram adaptados para separar roupas, calçados, preparar refeições e entregar marmitas. Cerca de 200 pessoas estão abrigadas no local, recebendo refeições diárias e assistência de saúde
Sentimento de gratidão em meio à tristeza
- Diuly confessa que se sente triste às vezes, mas reconhece a importância de participar como voluntária. Ela se sente bem em ajudar as pessoas, inclusive oferecendo apoio emocional e espiritual
Colégio como ponto de apoio
- Além de abrigo, o Colégio Adventista de Canoas se tornou um ponto de coleta e distribuição de alimentos, água, roupas, colchões e itens de higiene. Marmitas com refeições quentinhas também são distribuídas à população
Solidariedade que ultrapassa fronteiras
- Alunos do Colégio Adventista do Recife, localizado a mais de 3.700 km de distância, realizaram ações para arrecadar doações. A iniciativa ganhou destaque na mídia local, ampliando o alcance da campanha
Rede de apoio da Educação Adventista
- O Colégio Adventista de Esteio, outra unidade da rede na região atingida, também se tornou abrigo e ponto de coleta e distribuição. Todas as 470 unidades da Educação Adventista no Brasil estão envolvidas em atender às vítimas das enchentes no RS.




