Osório – RS – (Litoral Norte) – A juíza Liane Machado dos Santos Caminha Gorini decidiu interditar a unidade por causa de uma crise feia no abastecimento de água. Agora, a cadeia tem um teto máximo de 1.545 presos e ninguém mais entra por lá até que o número de detentos baixe e o problema da torneira seca seja resolvido.
Multa pesada para o Estado
Para garantir que a ordem seja cumprida, a magistrada meteu o dedo na ferida: se o Estado inventar de colocar mais algum preso lá dentro descumprindo o limite, vai ter que pagar uma multa de R$ 30 mil por cada novo apenado. A decisão veio depois que o governo pediu para aumentar o número de vagas, mas a Justiça entendeu que não dá para amontoar gente onde não tem nem água para o básico.
Torneira seca e água turva
Relatórios da Defensoria Pública mostraram que a coisa está feia. Tem módulo inteiro na penitenciária que passa o dia no seco, e quando a água resolve aparecer, vem turva e imprópria para o consumo. Segundo a juíza, essa falta de higiene e dignidade, somada à superlotação que já dura anos, fez o sistema prisional da região entrar em colapso.
Sem plano, sem presos
A magistrada deu um puxão de orelha na administração prisional, dizendo que não apresentaram nenhuma solução concreta para o problema hídrico. Enquanto não aparecer um plano emergencial de verdade, a interdição continua valendo. Como diz o ditado, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, mas aqui a falta de água foi o que acabou furando o planejamento do governo.
Redação, João Lemes; Fonte: Tribunal de Justiça e Susepe ⚖️
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