Ijuí – RS – (Região Noroeste) – Uma força-tarefa do Ministério Público baixou em três mercados nesta quarta-feira e encontrou um cenário de guerra contra a saúde pública. A operação apreendeu cerca de 5 toneladas de produtos que não tinham a menor condição de serem vendidos. Um dos estabelecimentos estava tão sujo e irregular que foi interditado na hora, e o dono acabou saindo algemado direto para o xadrez.
Cenário de horror no comércio
O promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, que já viu de tudo nessa lida, confessou que o mercado interditado foi um dos piores já fiscalizados na história do programa. Tinha de tudo que não presta: carne sem procedência, alimentos coloniais de origem duvidosa e produtos com a validade vencida há quase uma década. O desleixo era tanto que encontraram vinhos vencidos há nove anos e bicos de criança que deveriam ter ido para o lixo em 2020.
Remarcação de datas e mofo na padaria
A malandragem não parava no esquecimento dos produtos na prateleira. Os agentes descobriram que o pessoal do mercado andava remarcando as datas de validade para enganar o consumidor. Na padaria, o mofo tomava conta dos ingredientes usados para fazer pães e doces. Até veneno de rato e material de limpeza vencidos estavam misturados com o que deveria ser comida.
Destino da carne apreendida
Depois que os fiscais conferiram o que ainda podia ser aproveitado, a maior parte da carne foi enviada para o mantenedouro de animais São Braz, lá em Santa Maria. A operação contou com um exército de órgãos, incluindo a Vigilância Sanitária e a Patrulha Ambiental. Como diz o ditado, a raposa tanto vai ao galinheiro que um dia deixa o focinho, e dessa vez o dono do mercado vai ter que se explicar na justiça por colocar a vida do povo em risco.





Redação, João Lemes; Fonte: Ministério Público do RS
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