Farroupilha – RS – Em meio ao movimento do Dia de Finados, o trabalho diário em um campo santo representa acolhimento, respeito e dedicação para o sepultador Luiz Antônio Müller, de 64 anos. Há quase 47 anos, ele atua no Cemitério Público Municipal da cidade, onde realiza sepultamentos, reformas de jazigos e manutenção geral dos túmulos.
Ofício herdado de família
A história com o local começou em 1980, ao lado do pai. Hoje, o trabalhador conta com a ajuda do filho Roger, de 33 anos, e de outro colaborador. Sem vínculo formal com o município, o atendimento é feito de forma autônoma e sob intensa procura da comunidade: são entre 20 e 25 despedidas organizadas por mês, somando cerca de oito mil sepultamentos ao longo de toda a carreira.
Vínculo e memória aos sepultados
Habituado com a rotina que vai das 6h ao anoitecer, o morador afirma encontrar tranquilidade no espaço e conta manter uma relação de carinho e respeito pelos que ali descansam. Há cerca de duas décadas, ele também construiu o Memorial dos Mortos Esquecidos, uma forma de homenagear e manter viva a lembrança das pessoas sepultadas que já não recebiam visitas ou cuidados de parentes.

O cemitério é um lugar de carinho, história e trabalho para ele
(Fonte: GZH / Pioneiro)
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