Pobre dos passageiros. Nem com reza para o padroeiro dos céus, a situação melhora. E até que Ele tenta ajudar. Pelo menos não manda água durante a viagem ou iriam ter que apelar pro guarda-chuva.
As molas saltam como se tivessem vida própria; as rodas parecem prestes a iniciar uma carreira solo e uma fumaceira sai do motor, como se o ônibus estivesse numa competição pra ver quem polui mais. Os cintos de segurança não seguram nada. O ar-condicionado tem a eficácia de um ventilador meia-boca.
Na plataforma da rodoviária, o horário das partidas é uma mera sugestão. O ônibus que deveria ter saído às 10h decidiu que 10h15 era um horário mais apropriado.
E quem ousa reclamar? Bem, todos reclamam, embora saibam que não “adianta” muito para uma empresa que só “atrasa”. A única coisa que chega na hora com o Expresso São Pedro é a frustração.
Ao desembarcar na rodoviária de Santiago, os viajantes compartilhavam suas histórias. “É um problema de muitos anos”, dizia um senhor enquanto ajeitava o chapéu. “Mas o que podemos fazer? A empresa é dona da concessão, e nós somos reféns do destino.”
E assim, o Expresso São Pedro continua sua jornada, deixando uma trilha de passageiros irritados com um ônibus que só não chove dentro porque é dia de sol.
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