Estado – RS – Para a cozinheira Natasha Maciel da Luz, de 44 anos, ser chamada como se reconhece ao chegar à seção eleitoral representa respeito. Ela conta que já passou por constrangimentos em consultas médicas quando foi chamada pelo nome de registro.
O número de eleitores trans que farão uso dessa identificação no título é o maior já registrado no RS. São 2.308 eleitores, quase seis vezes mais do que os 413 cadastrados em 2018, primeira eleição em que a Justiça Eleitoral permitiu a inclusão sem exigir documentos retificados ou cirurgia de adequação de gênero.
A garantia no dia da votação
Em relação às eleições municipais de 2024, a alta foi de 6,51%. Natasha diz que o título foi o primeiro documento no qual conseguiu registrar o nome escolhido. Agora, ela pretende atualizar a certidão de nascimento, a carteira de identidade e os demais documentos.
A professora Diana de Almeida, de 35 anos, afirma que o reconhecimento evita situações de humilhação e pode incentivar mais eleitores a votar. Segundo ela, quem se sente acuado em um lugar tende a não voltar.
As candidaturas
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais registrou 116 candidaturas de trans e travestis no país neste ano, o maior número desde o início do levantamento, em 2014. No RS, são 12 candidaturas.
O professor Augusto Neftali de Oliveira, da PUCRS, avalia que o uso do nome social e a presença de candidaturas LGBT+ fortalecem a democracia ao ampliar a participação. A Justiça Eleitoral pergunta pela primeira vez sobre orientação sexual e identidade de gênero dos candidatos, mas a resposta não é obrigatória.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH.)
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



