Estado – RS – O trigo, base do pão francês e de outros alimentos, volta a colocar o estado em posição de destaque na agricultura. Após excesso de chuva em junho que atrasou a semeadura, o clima favorável de setembro fortaleceu as lavouras. A Federação da Agricultura do RS (Farsul) projeta safra de 3,3 milhões de toneladas, enquanto a Emater-RS aponta até 3,6 milhões.
O cultivo e os riscos
Segundo a Emater, o plantio ocorre entre maio e julho, variando conforme a região, e a colheita segue até novembro. Neste ano, a concentração em apenas 15 dias no fim da janela aumenta riscos climáticos e sanitários, como a giberela, que compromete a qualidade do grão.
Consumo interno e comércio
A produção gaúcha abastece principalmente a indústria de moagem no país. Em 2024, o Brasil importou 6,6 milhões de toneladas e exportou 2,8 milhões, com saldo de 3,8 milhões. O país compra trigo de Argentina, Canadá, Rússia, Ucrânia e EUA, o que pressiona o preço interno. A Argentina, por exemplo, vende com custo mais baixo devido a políticas de exportação.
O valor para o consumidor
Apesar da importância no campo, o trigo representa apenas cerca de 10% do preço final do pão. Custos como impostos, salários e despesas de padarias pesam mais na formação do valor pago pelo consumidor.
Novos usos
Além da panificação, o trigo já é usado para produção de glúten vital e até de etanol, ampliando sua relevância no agronegócio. Para especialistas, a combinação de tecnologia e genética favorece a expansão da cultura, desde que o clima colabore.
Fonte: Agência RBS.
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