OPINIÃO: 660 crianças sem mãe

Eis o rastro cruel do feminicídio

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Estado – RS – Os números da violência contra a mulher são um choque. Entre 2021 e 2025, 660 crianças ficaram órfãs de mãe por causa de feminicídios. Não é apenas estatística. São meninos e meninas que perderam a mãe de forma brutal. Perderam o colo, a proteção e muitas vezes o equilíbrio da própria família.

O cenário é alarmante. Somente em 2025 foram 80 feminicídios no RS, praticamente uma mulher m0rta a cada quatro dias. E 2026 começou ainda pior. Só neste ano já são cerca de 20 mulheres assassinadas, um resultado simplesmente catastrófico que revela que a violência continua avançando.

O mais duro é saber que, na maioria das vezes, o agressor é alguém próximo. Um companheiro, ex-companheiro ou alguém do convívio da vítima. Ou seja, a violência nasce dentro de casa, justamente no lugar onde deveria existir segurança e respeito.

Os relatórios também mostram outro problema: muitas políticas de proteção existem, mas nem sempre funcionam como deveriam. Há falhas na rede de proteção, falta integração entre órgãos e recursos que nem sempre são aplicados de forma eficiente.

Outro ponto que precisa ser enfrentado com coragem é a prevenção. Não basta agir depois da tragédia. É necessário trabalhar também com os homens, com programas que promovam reflexão sobre violência, controle e respeito nas relações.

O feminicídio não tira apenas uma vida. Ele destrói famílias inteiras e deixa cicatrizes profundas na sociedade. Cada mulher assassinada deixa filhos, pais, irmãos e amigos marcados pela dor.

A pergunta que fica é dura, mas necessária: até quando vamos conviver com números tão cruéis como se fossem algo normal?

Redação, João Lemes; Fonte: G1 RS / Instituto Promundo / Teoria e Debate.

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