Santa Maria – RS – A m0rt3 de 242 pessoas na Boate Kiss ainda dói, mas os culpados pela tragédia já não dormem mais atrás das grades. Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Luciano Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos ganharam o direito de cumprir o restante das penas em casa. O grupo, que recebeu sentenças de 11 e 12 anos, agora tenta reconstruir a vida em cidades do RS, enquanto as famílias das vítimas seguem lutando na justiça por punições mais severas. (A notícia é do jornal Diário de SM)
Tornozeleira e regras
Os sócios da boate, Elissandro (Kiko) e Mauro Hoffmann, estão no regime aberto. Eles moram na Região Metropolitana de Porto Alegre e precisam usar tornozeleira eletrônica o tempo todo. Além de ficarem em casa à noite, os dois devem trabalhar e se apresentar ao juiz regularmente. As defesas dos empresários dizem que eles estão cumprindo tudo o que a lei manda e preferem o silêncio, sem aparecer na mídia.
Liberdade sem monitoramento
Já os ex-integrantes da banda Gurizada Fandangueira conseguiram um benefício maior. Marcelo de Jesus dos Santos, o antigo vocalista, mora em São Vicente do Sul com a família e está em liberdade condicional, sem precisar de tornozeleira. O auxiliar de palco Luciano Bonilha Leão vive em Santa Maria, onde trabalha com montagens. Ele aproveitou o tempo que esteve preso para terminar os estudos e fazer cursos de culinária.
Famílias protestam
A saída dos réus do regime fechado revoltou quem perdeu filhos e amigos no incêndio. Flávio Silva, que preside a associação das vítimas, disse que a sensação é de uma injustiça que não acaba nunca. O grupo de familiares está indo até Brasília para pressionar o Ministério Público e os tribunais superiores. Eles esperam que os recursos sejam aceitos para que as penas aumentem e os condenados voltem para o presídio. (Imagem manipulada por I.A)
Redação, João Lemes; Fonte: Diário de Santa Maria
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