Porto Alegre – RS – (Região Metropolitana) A crise climática não atinge todo mundo do mesmo jeito. Enquanto alguns ligam o ar-condicionado, moradores de bairros como o Morro da Cruz e a Vila Pinto enfrentam o que chamam de “forno”. Sem dinheiro para ventilador e vivendo em casas de material reciclado ou madeira, a população de baixa renda escolhe entre comer ou tentar se refrescar.
A falta de árvores castiga as comunidades
O problema passa direto pela falta de sombra. No bairro Bom Jesus, a arborização é de apenas 14%, bem longe dos 30% que seria o ideal. Dados mostram que, na periferia, apenas 33% dos moradores vivem em ruas com árvores, enquanto nos bairros nobres esse índice passa de 83%. Essa diferença faz com que locais sem vegetação registrem temperaturas muito mais altas que o restante da cidade.
O risco de m0rt3 e doenças graves
O calor extremo não é só desconforto, ele m4ta. Estudos indicam que pretos, pardos e pessoas com menos estudo são as maiores vítimas de doenças agravadas pelo melaço do verão. Em Porto Alegre, a temperatura superficial em áreas pobres chega a bater 41 graus, enquanto em locais arborizados fica na casa dos 33. O autônomo Clovis Alves, de 56 anos, é um dos que passa mal com a pressão quando o sol aperta.
A infraestrutura que deixa a desejar
Além do sol de rachar, a falta de saneamento piora tudo. No Beco dos Cafunchos, o esgoto corre a céu aberto e o cheiro brabo invade as casas no calor. Sem água em muitos dias de verão, a recicladora Antônia da Silva usa uma caixa d’água da cooperativa como “piscina comunitária” para não desfalecer. A prefeitura promete melhorias, mas as metas de arborização e esgoto só devem ser batidas daqui a muitos anos.
Redação, João Lemes; fonte GZH
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