Canoas – RS – (Região Metropolitana) – A venda ocorria por grupos de WhatsApp e Instagram, segundo a polícia. As ampolas com tirzepatida, substância usada em medicamentos para diabetes e emagrecimento, eram anunciadas como opção mais barata, mas não tinham autorização para comercialização, importação ou uso no Brasil.
A polícia cumpriu três mandados de prisão temporária contra dois homens, de 34 e 31 anos, e uma mulher de 26. Eles são investigados por associação criminosa e adulteração de medicamentos. A investigação estima que a venda dos produtos tenha movimentado mais de 200 mil.
O esquema
Conforme a investigação, o trio comprava as ampolas no Paraguai, levava os produtos para Canoas e revendia na Região Metropolitana. Cada unidade custava cerca de 400, enquanto caixas com quatro frascos eram anunciadas por aproximadamente 1,4 mil.
A polícia analisou celulares apreendidos em buscas feitas no fim de agosto e afirma ter encontrado mensagens e imagens que indicariam a venda havia pelo menos um ano. Nas conversas, os suspeitos chamavam as ampolas de “camisetas”, numa tentativa de esconder a negociação.
O risco à saúde
A tirzepatida precisa de refrigeração e pode perder o efeito quando armazenada de forma errada. A investigação aponta que os produtos eram transportados e guardados sem os cuidados necessários.
A Anvisa informa que medicamentos desse tipo devem ser comprados apenas em farmácias e drogarias regularizadas, com receita retida. Produtos vendidos fora desses locais não têm garantia de procedência, composição ou conservação.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH/Zero Hora)
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