Estado, RS – O Ministério Público deu mais um passo para desarticular um esquema que sugava recursos da saúde gaúcha. Quatro foram denunciados por lavagem de dinheiro. A investigação descobriu que o grupo usava laranjas e empresas fraudulentas para ocultar valores desviados de contratos com diversas prefeituras do Estado.
A fraude
O esquema era audacioso: após terem uma empresa suspensa por decisão judicial na primeira fase da operação, os investigados criaram uma nova firma “fantasma” para assumir os contratos e continuar atuando. Com essa manobra, eles conseguiram retomar as atividades em municípios como Vitória das Missões, Eugênio de Castro, Ronda Alta e outros, fingindo que eram uma organização idônea. A farsa foi descoberta graças a uma colaboração premiada e ao apoio do GAECO.
Os valores e as prefeituras
Em apenas três meses, o grupo movimentou mais de 107 mil reais em operações destinadas a esconder a origem suja do dinheiro. O Ministério Público fez questão de ressaltar que as prefeituras citadas não têm envolvimento no crime; elas foram, na verdade, vítimas da organização que falsificava documentos para simular que cumpria as exigências do Programa Rede Bem Cuidar, da Secretaria Estadual da Saúde.
A punição dos envolvidos
Entre os denunciados estão três empresários que agora respondem por lavagem de capitais e crimes contra a administração pública. O prejuízo total aos cofres do Estado ainda está sendo calculado, mas a denúncia busca não apenas a prisão dos envolvidos, mas também o bloqueio de bens para ressarcir o erário. O caso acende um alerta sobre a fiscalização de empresas terceirizadas que prestam serviços essenciais na área da saúde no interior gaúcho.
Fonte: MPRS / GAECO.
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