Bagé – Um funcionário da CEEE Equatorial foi indiciado por homicídio culposo após Murilo Vieira dos Santos, de 24 anos, morrer eletrocutado ao tocar um fio rompido da empresa.
O delegado Caio Imamura informou que o funcionário recebeu pedidos de reparo, mas negligenciou a situação, não tomando nenhuma medida de emergência.
Murilo morreu após receber descargas elétricas por cerca de três horas. A investigação ouviu 18 pessoas e coletou documentos.
O funcionário afirmou ter enviado técnicos, mas a primeira equipe chegou ao local uma hora após a morte de Murilo, sem os equipamentos necessários.
A CEEE cobriu os custos do funeral e fez um acordo extrajudicial com a família, que espera que a responsabilização criminal previna futuras tragédias.
O CASO – A morte ocorreu quando Murilo e três amigos conduziam 50 cabeças de gado para uma prova de tiro de laço. A égua pisou no fio energizado, caiu sobre o peão, que por sua vez ficou em cima do cabo. Ele ainda pediu ajuda aos amigos, que correram em seu socorro, mas também sofreram descargas elétricas por indução. Murilo morreu em 10 minutos, mas sofreu queimaduras profundas no peito e nas pernas, devido à longa exposição à alta tensão. Seis dias após o acidente, o mesmo cabo de alta tensão se rompeu novamente no local.



