Tropa jovem e mais escolarizada, mas insatisfeita: censo revela dilemas da Brigada Militar

O levantamento mostra descontentamento com salário e carreira, mas aprovação de equipamentos e jornada

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Estado – RS – O 2º Censo da Brigada Militar, feito em outubro de 2023 com mais de 18 mil brigadianos, escancarou a insatisfação da tropa com salário, plano de carreira e valorização profissional. Em contrapartida, há aprovação quanto a equipamentos, fardamento, viaturas e jornada de trabalho. A maioria dos entrevistados tem entre 28 e 37 anos, com quase metade do efetivo já formada no Ensino Superior.

O salário pesa na insatisfação

O levantamento mostrou que 73,35% estão insatisfeitos com a remuneração e 85,23% não confiam no plano de carreira. Mais de 38% disseram que pretendem sair da BM para empreender ou buscar outro concurso. Entre os praças, há críticas à estagnação na carreira, diferença salarial em relação aos oficiais e alto índice de endividamento. Quase 78% têm empréstimos consignados e 25% usam medicação diária, principalmente por questões psicológicas.

A saúde mental preocupa

O dado mais preocupante: 59,94% dos brigadianos já fizeram ou fazem tratamento psicológico ou psiquiátrico. A avaliação interna se divide: alguns veem como avanço na atenção à saúde, outros apontam como reflexo do estresse, baixo salário e pressão da atividade. A maioria dos entrevistados já se envolveu em conflito armado e mais de 42% já se feriram em atendimento de ocorrência.

Os pontos de satisfação

Apesar da insatisfação com a estrutura de carreira, há reconhecimento positivo quanto aos equipamentos. Mais de 80% estão satisfeitos com armamento e colete. Viaturas, fardamento e jornada de trabalho também foram bem avaliados. O uso do ICMS via Piseg e a aquisição de viaturas semiblindadas são vistos como avanços.

Mudanças e aposta no futuro

O comando da BM argumenta que o Censo mostra uma fotografia antiga, feita antes dos reajustes aplicados em 2025 e previstos até 2026. Segundo o coronel Cléber Santos, o salário inicial passará de R$ 4.970 para R$ 6.429 até outubro de 2026. Ele também defende que os resultados da BM em segurança são bons e que as insatisfações não afetam a atuação.

Fonte: GZH.

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