Porto Alegre, RS – A Azevedo Bento, proprietária da tradicional marca de sal Pirata, anunciou o encerramento de suas atividades no RS. Fundada em 1855, a empresa era considerada a mais antiga em operação no Estado e ganhou reconhecimento nacional com as marcas Pirata e Salazir.
Em comunicado, a companhia explicou que fatores externos inviabilizaram a continuidade do negócio. O impacto mais forte veio da enchente histórica que atingiu o RS, reduzindo o calado da hidrovia e limitando a carga de navios a granel. Isso elevou os custos do frete marítimo a níveis insustentáveis.
A empresa já vinha enfrentando dificuldades financeiras. Passou por recuperação judicial, concluída em 2022, e antes havia sido adquirida pela Indústria de Sal Romani.
Nas redes sociais, a marca lembrou sua longa trajetória, que atravessou períodos desde o Império até os desafios econômicos atuais. O fechamento ocorre em meio a um cenário de incertezas para a economia gaúcha, que enfrenta problemas de infraestrutura, logística, segurança e saúde pública.
Nota da Redação: A indústria, o comércio e os serviços gaúchos estão expostos a fragilidades que afetam a economia do Rio Grande do Sul. Mesmo com a força do povo gaúcho, que muitas vezes empurra o Estado “na marra”, a resposta do poder público segue lenta e desigual. Desafios logísticos e de infraestrutura, a presença de facções que dominam cidades e abalam a segurança pública, além da precariedade da saúde pública gaúcha – que segue os passos do Brasil – continuam sendo entraves para o desenvolvimento.
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