Pelotas, RS – A operação da Brigada que terminou com a morte do produtor rural Marcos Nornberg, de 48 anos, na madrugada desta quinta (15), em Pelotas, no sul do Estado, foi desencadeada a partir de uma informação incorreta repassada à polícia. A ação envolveu 18 policiais e seis viaturas.
Para entender como a tragédia aconteceu, é necessário voltar a terça-feira (13). Naquele dia, uma propriedade rural foi alvo de um roubo, e o caseiro do local ficou cerca de 36 horas em cárcere privado. Após ser libertado, ele relatou que os criminosos fugiram levando diversos bens em três veículos.
Um desses carros foi localizado no centro de Pelotas. O caseiro também informou que os outros dois teriam seguido em direção ao Paraguai. A partir disso, a Polícia do Paraná passou a monitorar os veículos.
Em uma abordagem realizada no Paraná, dois homens foram presos em um dos carros. Eles teriam ligação com uma facção criminosa que atua no sul do RS. Durante depoimento, informaram às autoridades a existência de um grande depósito de armas e drogas em uma propriedade rural em Pelotas.
O endereço indicado, no entanto, era o da família de Marcos Nornberg.
Na madrugada desta quinta, policiais da Brigada foram até o local acreditando se tratar de um ponto ligado ao crime organizado. Segundo relato da esposa à Rádio Gaúcha, Nornberg percebeu a presença de homens vestindo roupas escuras no quintal da casa.
Ao imaginar que poderia se tratar de criminosos, ele teria reagido. Os policiais, por sua vez, acreditando estar diante de um depósito de uma facção, efetuaram disparos. Marcos Nornberg foi atingido e morreu no local.
O caso, considerado complexo, terminou de forma trágica: um agricultor, sem antecedentes criminais, perdeu a vida após uma operação baseada em uma pista errada. (GZH)
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